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[15/12/2008 - 09:16] Sanção do projeto aprovado pode ocorrer nesta semana

 


O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Microempresa, deputado Vignatti (PT-SC), informou que está articulando com a Presidência da República a sanção do Projeto de Lei Complementar (PLP) 2/07, que cria a categoria de Microempreendedor Individual (MEI) no Supersimples, nesta quinta-feira (18), em solenidade no Palácio do Planalto.


Os deputados acolheram nessa quarta-feira (10/12) as 21 emendas do Senado apresentadas ao projeto, que havia sido aprovado pela Câmara no dia 14 de agosto passado.


De acordo com o projeto aprovado pelo Plenário, a partir de 1º de janeiro de 2009, também poderão optar pelo Supersimples os prestadores de serviço das seguintes áreas: ensino médio; cursos técnicos de pilotagem; cursos preparatórios para concursos; laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica; serviços de tomografia e ressonância magnética, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos óticos; e serviços de prótese em geral.

Uma das emendas do Senado aprovada inclui nessa lista as micro ou pequenas empresas que prestam serviços de comunicação.
 

O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) classificou o projeto de "extremamente importante", e disse estar certo de que o texto vai resolver os problemas das empresas de contabilidade. Para o deputado, o projeto vai "desburocratizar e descomplicar muito a vida da microempresa e o trabalho dos contabilistas".


A principal mudança acolhida pela Câmara adia a vigência das regras da nova categoria de enquadramento, chamada de Microempreendedor Individual (MEI), de 1º de janeiro para 1º de julho de 2009.

Outro benefício proposto pelo Senado e acolhido pela Câmara permitirá a esse empresário contratar um empregado que receba o piso da categoria profissional ou um salário mínimo. O texto anterior permitia a contratação somente pelo salário mínimo.

Entretanto, a contribuição que o empresário pagará a título de contribuição patronal à seguridade passa de um valor fixo de R$ 12,45 para 3% do salário de contribuição do empregado.

Os demais valores de parcelas fixas não foram mudados. Eles continuam a ser, mensalmente, de R$ 45,65 a título de contribuição individual para a Previdência Social, mais R$ 1 se for contribuinte do ICMS e R$ 5 se for contribuinte do ISS.

Ainda em relação ao MEI, a Câmara aceitou o fim das isenções específicas para as micro e pequenas empresas concedidas pelos estados, municípios ou Distrito Federal a partir de 1º de julho de 2007 e que abranjam a faixa de receita bruta anual de até R$ 36 mil.

Na primeira votação na Casa, essa isenção era mantida juntamente com a nova categoria de enquadramento.

Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indicam que as mudanças podem beneficiar cerca de 11 milhões de empreendedores, dos quais 10 milhões somente com a criação do MEI em atividades simples, desde costureiras e manicures a sapateiros, marceneiros, encanadores e mecânicos.

Segundo o Sebrae, um grande atrativo são os direitos que o empreendedor informal passará a ter na seguridade social, como aposentadoria por idade ou invalidez, seguro por acidente de trabalho, licença-saúde e licença-maternidade.

Quem possuir mais de um estabelecimento; participar de outra empresa como titular, sócio ou administrador; ou contratar empregado não poderá optar pela sistemática do MEI, admitida a exceção para um contratado.

Outros ramos de atividade que não podem optar pela sistemática do MEI são os de prestadores de serviços como limpeza e vigilância; empresas de produção cultural e artística; produtoras cinematográficas; e empresas montadoras de estandes para feiras.



O empresário individual poderá ser excluído se exceder o limite de receita de R$ 36 mil anuais. Mas se o excesso de receita limitar-se a R$ 7,2 mil (20% de R$ 36 mil), a exclusão ocorrerá a partir do ano seguinte, quando a diferença de tributação apurada deverá ser recolhida, sem acréscimos, em parcela única.

Caso o excesso supere R$ 7,2 mil, os efeitos da exclusão serão retroativos a 1º de janeiro do ano em que ele ocorrer. Em qualquer situação, o microempresário terá de voltar a recolher os tributos sob a regra geral do Supersimples.


 


Fonte: Agência Câmara.






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